Home Data de criação : 09/11/28 Última atualização : 11/10/18 13:03 / 5 Artigos publicados

Principais Autores  escrito em quarta 02 dezembro 2009 14:56

O Humanismo, estudo da antiga cultura greco-romana, "que podia tornar o homem verdadeiramente humano", surgiu, na Itália, no século XIV, favorecido pelo progresso econômico das cidades italianas, dominadas por uma rica burguesia, interessadas nas letras e nas artes. Seus principais centros eram Florença, Veneza e Roma. Os primeiros humanistas foram:

 

Francisco Petrarca (1304-1374)

Florentino, o "Pai do Humanismo", grande filósofo, estudou as obras de Cícero, Virgílio e Horácio. Descobriu as "Cartas" de Cícero e as "Instituições Oratórias" de Quintiliano. Foi o primeiro grande humanista do Renascimento e um dos italianos de maior prestígio do seu tempo. Foi encarregado pelos papas de importantes missões diplomáticas. Deixou numerosas obras em Latim, poemas e epístolas, entre as quais destacam-se "África", poemas sobre a segunda Guerra Púnica, em louvor a Públio Cornélio Cipião, O Africano, e "sonetos, canções e cânticos" que compôs em honra da bela Laura de Noves e que, pela beleza e pureza da forma, contribuíram para fixar o idioma italiano.

 

João Boccaccio (1313-1375)

Poeta, prosador, humanista latino, nasceu em Paris. Escreveu em latim e em italiano, poesias, romances bucólicos e contos. Suas obras mais importantes são: "Decamerão", obra de grande valor, por vezes silenciosa, que fixou e enriqueceu a língua italiana, e "Da Genealogia dos Deuses", um dos mais completos estudos sobre a mitologia greco-romana.

 

A expansão do Humanismo.

O Humanismo desenvolveu-se de modo notável e atingiu o apogeu na Itália, no século XV, devido a vários fatores, entre os quais destacam-se:

a proteção dos mecenas;

a fuga dos sábios bizantinos para a Itália;

a invenção da imprensa.

Da Itália expandiu-se pela Europa, onde apareceram escritores famosos que marcam o apogeu do Humanismo:

 

Erasmo de Roterdã (1460-1536)

Desidério Erasmo, holandês, sábio, literato e filósofo, "Príncipe dos Humanistas", foi o maior humanista do Renascimento. Era profundo conhecedor da cultura greco-romana. Foi conselheiro do Imperador Carlos V. Escreveu "Adágios", "Colóquios" e a mais celebre de todas: "Elogio da Loucura", criticando os costumes, as superstições, a ignorância e o fanatismo dos seus contemporâneos.

 

Thomas Morus (1478-1535)

Grande chanceler da Inglaterra no reinado de Henrique VIII, escreveu "Utopia". Foi decapitado por ter-se conservado fiel ao catolicismo e não querer aceitar o poder espiritual do rei. Foi canonizado em 1935.

 

Tomás Campanella (1568-1639)

Padre dominicano e filósofo, combateu a Escolástica e preconizou o método experimental. Esteve preso 27 anos por suas idéias avançadas. Escreveu a obra "A Cidade do Sol".

 

João Luís Vives (1492-1540)

Grande humanista espanhol, amigo e discípulo de Erasmo. Lecionou na Sorbonne e em Oxford. Escreveu sobre Filosofia, Teologia, Moral e Pedagogia. Foi professor de Maria Tudor, filha de Henrique VIII. Escreveu "Instrução da Mulher Cristã".

 

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